projetos & eventos

15 de setembro de 2017
Ta.Rafa – Próxima exposição no Museu Hassis

A Fundação Hassis apresenta os artistas Taliane Tomita e Rafael Neckel, com trabalhos feitos a quatro mãos, produzindo juntos o casal vai do realismo ao imaginário fantástico. Com delicadeza e qualidade, nos leva a imaginar, viajar em um mundo onde a realidade e a fantasia se misturam.

A abertura será nesta quinta dia 21 de setembro às 19:30 no Museu Hassis.

 

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Um casal de saíras-militares nos acorda todos os dias bem cedo. Pensando melhor, às vezes eles se atrasam um pouco. Pousam na janela sem muita delicadeza e começam a bicar o instrumento musical transparente.

Não sabemos, de fato, o que eles pretendem, mas é justamente o não saber que nos dá possibilidades de criar. Gostamos de pensar que nos convidam a acordar e desfrutar a vida assim como eles, voando pra lá e pra cá, com chuva ou sol, comendo frutas das árvores dos vizinhos e dançando com a natureza.

Eles chegaram há mais ou menos um mês, lindos e livres. Não fazemos ideia de onde vieram. Talvez tenham vindo de um sonho bom, de uma fantasia nossa; do desejo de ser um casal tão colorido e aventureiro, superando os limites dos portões e desviando-se de arapucas.

 Taliane Tomita e Rafael Neckel

Quando: 21/09/2017

Horário: 19:30

Local: Museu Hassis

Rua Luiz da Costa Freysleben, 87 – Itaguaçu – Florianópolis

Agendamento de visitas pelo email: educarte@fundacaohassis.org.br

5 de setembro de 2017
A Cor e a Forma – A Representação Cubista de Hassis

Gato na cabeça (detalhe) (83)

O Cubismo foi um movimento artístico fundado no início do século XX. Entre suas principais características, a maneira geométrica de retratar as formas da natureza, assim a representação não seguia a idéia de formas reais, mas não chegavam à abstração, apenas rompia com a perspectiva, mostrando todos os ângulos de um objeto, de um retrato ou auto retrato e ou ainda uma natureza morta.

O principal artista desse movimento foi Pablo Picasso. No Brasil não tivemos nenhum representante que fosse somente cubista, artistas como Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, possuíam traços com características cubistas, isso somente com Semana de Arte Moderna de 1922.

Rosto geometrizado - 1974

No Sul do pais, encontramos Hassis,  que em sua produção possui vários trabalhos que buscaram relações com o movimento cubista. Olhando sua produção, recortes de jornais, pedaços madeira, cartas de baralho, caracteres tipográficos, entre outros, são usados, colados pregados  à superfície das telas, acredito que ele esta muito mais ligado ao cubismo sintético, também pela gama cromática apresentada em seus trabalhos. Fazem parte dessa exposição quadros que a muito não são expostos, mostrando como Hassis absorveu o conhecimento e projetou em uma série de trabalhos que leva o nome de “O Cubismo na arte de Hassis”. A mostra que tem como curador Denilson Antonio e estará aberta para visitação à partir do dia 26/07 e fica até o final de setembro no Museu Hassis, aberta ao público.

Visitas podem ser agendadas pelo email: educarte@funcacaohassis.org.br.

31 de março de 2017
Hassis no Museu do Contestado – Caçador – SC.

Em uma parceria entre: Fundação Hassis, Museu do Contestado, MASC – Museu de Arte de Santa Catarina, Fundação Cultural de Cultura – SC e Museu Histórico do Rio de Janeiro apresentamos uma das séries mais importantes do artista Hassis.

Convite 11 04

Apos ser exposto, no Rio de janeiro e Florianópolis o painel retorna ao Museu do Contestado. Faz parde da exposição, registros  feitos em desenhos que conta a história do conflito que durou quatro anos e marcou com sangue a história do sul do País. Uma seleção de fatos ilustrados em 78 gravuras feitas a nanquim em bico de pena.

O painel, “O Contestado – Terra Contestada”, finalizado em 1985, dividido em sete módulos com 2,75m (alt) x 1,80m (larg) com 36 metros quadrados de pintura em acrílico. Conta em fases a história da guerra, os conflitos, a fé religiosa, os mercenários, as grandes empresas, o trem de ferro, que é o mais importante registro pictórico sobre o fato que devastou o vale e matou cerca de 20 mil.  pessoas que neste ano de 2016, marca o final da guerra que foi marcada pela prisão de Aderbal, um dos últimos caboclos que comandaram o povo nos confrontos. Dava-se o fim aos confrontos que duraram quatro anos. São 100 anos, que não apagaram as suas marcas. Tornar visível, para não deixar apagar a importância de um povo forte, que não deixou-se dominar. Compõe a exposição, um documentário produzido pela Fundação Cultural de Santa Catarina. Outro vídeo mostra o artista, sua relação e sua produção em torno do tema.

Hassis concebeu Contestado – Terra Contestada como uma síntese de sua interpretação autoral da Guerra do Contestado. Encontrou inspiração nas lembranças narradas por seu avô, combatente da guerra, e pelo seu pai também militar. Tal como o artista documentou,as sete seções do grande painel de 2,75m por 12,60m estruturam uma composição em quatro partes: A primeira, a chegada do monge João Maria com a bandeira do Divino e sua pregação religiosa junto à irmandade cabocla; A segunda, a chegada do trem que pela ação de mercenários promoveu a expulsão dos caboclos de suas terras, a matança de grupos indígenas e o desmatamento; a terceira, o culto popular de José Maria como o novo messias, tendo frei Rogério como mediador, e a caracterização de “Os Pelados” como seus seguidores; a quarta parte representa o combate da Batalha de Irani, em que morreu o monge José Maria e o militar coronel João Gualberto, seguida dos massacres de Taquaruçu, Caraguatá e outros redutos. O contraste das cores, a ausência de cenários e as figuras simplificadas descontextualizam osfatos e afirmam uma leitura da história abrangente conduzida pela construção artística que sublinha a violência e a injustiça comomarca da história e da construção das sociedades.painel em ordem

Os conflitos travados na região do Contestado entre 1912 e 1916, são frequentemente
compreendidos como disputa de fronteiras entre os estados de Santa Catarina e Paraná. Todo o processo, no entanto, esteve relacionado com a questão do direito à terra que opôs pequenos proprietários e o grande capital envolvido com a implantação de ferrovias e exploração de madeiras com apoio do poder federal diante de interesses locais e regionais. Os acontecimentos ocorreram, de fato, num ambiente de religiosidade popular e cuja militarização nacionalizou a repercussão dos acontecimentos. Se a memória dominante confirma a vitória da unidade nacional e da razão sobre o misticismo, a memória popular e subterrânea guarda a lembrança da opressão violenta. Entre lembranças e esquecimentos é que se instala a arte de Hassis.

imagem desenhoNa sua série de desenhos sobre a Guerra do Contestado, Hassis apresenta uma narrativa dos acontecimentos do conflito social, produzindo uma representação de linhas fortes, em que o preto e branco se transformam em luzes e sombras. Cada cena a cada desenho trata factualmente a história para ressaltar a ação de cada sujeito social e cada personagem, para ressaltar a violência de mortes e emboscadas traiçoeiras, assim como o sofrimento de mulheres famintas e filhos assustados nos braços, chorando a morte. Cada cena contém uma dramaticidade singular, repleta da dor da guerra e que contém uma verdade criada por uma pesquisa que tem como base uma visão artística da história.

Curadoria: Denilson Antonio

Local:Museu do Contestado

Rua: Getúlio Vargas, 100 – Caçador – SC

abertura no dia: 11/04 com palestra do curador

Duração: 12/04 a 14/05/2017

Horário: 19:00

Informações: educarte@fundacaohassis.org.br

28 de março de 2017
lançamento do livro: Ilha de Santa Catarina 360°

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Dia 01 de abril, às 20 horas, na Fundação Hassis, lançamento do livro Ilha de Santa Catarina 360°. Uma coletânea de imagens da Ilha de Santa Catarina clicadas por Denise Becker em composição com o poema Monólogo de uma Ilha Urbana de autoria de Cristina Belmonte. Publicação incentivada pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

Local: Museu Hassis

DATA: 01/04/2017

hora: 20:00

Iformações: educarte@fundacaohassis.org.br

ou pelo fone:(48) 98501 2707

20 de dezembro de 2016
INFORMATIVO DE FINAL DE ANO

A Fundação Hassis informa que a partir do dia 21/12/2016, estará entrando em recesso de final de ano, estaremos atendendo em Janeiro somente através de agendamento prévio.

Agendamento pelo email: educarte@fundacaohassis.org.br

e pelo fone: 48 985 012 707

Não deixe de conferir a exposição “Guerra do Contestado – Arte e História por Hassis, no Masc – Museu de Arte de Santa Catarina. Ficará em cartaz até o dia 05/02/2017, mais informações:

http://www.fundacaohassis.org.br/wordpress/2016/12/06/hassis-e-homenageado-no-masc-abertura-nesta-quarta-dia-07122016/

E com grande carinho, que a equipe da Fundação Hassis deseja a todos um ótimo final de ano.

Cartaz de Natal realizado por Hassis em 1977. Causou muita polêmica e, inclusive, Hassis foi chamado para prestar depoimento na censura por causa desse cartaz. É realmente desafiante.

15 de dezembro de 2016
V Mostra de Arte Contemporânea Lote 7

Fazem parte da mostra os Artistas: Cassia aresta, Katia Speck, Pati Pecin, Paula Schlindwein,Taliane Tomita, Sebastião Gaudêncio, Zulma Borges.
O nome Lote 7 surgiu de uma abstração, um momento em que precisava nominar um projeto que levou um tempo para se concretizar. Entre outros, lote pode ser uma das partes de um todo, alem é claro de um grupo, mas cada um com sua singularidade. O sete vem da numerologia, são inúmeros os significados do para ele, “é um número sagrado, perfeito e poderoso”, afirmou Pitágoras, matemático e pai da numerologia, sendo juntamente com todos os números ímpares considerados mágicos.
A mostra tem a intenção de ser anual, abrindo assim um espaço para discussão sobre arte contemporânea. O sul possui uma produção intensa e tornar pública a produção dos artistas que residem em nossa região, é um dos objetivos. A quinta mostra de arte Contemporânea Lote 7, tem a intenção de mostrar o que esta sendo produzido na atualidade, por isso o tema sempre é amplo, onde cada artista possa estar livre a mostrar o que ele pesquisa.
Denílson Antonio, coordenador do setor de educação Museal da Fundação Hassis, firma a ideia de uma mostra anual chegando a sua quinta edição, sempre convidando artistas que em sua pesquisa em artes, produzem voltados ao contexto contemporâneo.

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Local: Museu Hassis

Visitação, de 01/02/2017 a 24/02/2017

Agende sua visita: educarte@fundacaohassis.org.br

ou pelo fone: 8501 2707

6 de dezembro de 2016
Prorrogada a exposição ” Guerra do Contestado, Arte e Historia por Hassis” no MASC

A exposição ganhou mais tempo no Masc, confira as obras desse grande artista até dia 26 de fevereiro.

Em uma parceria entre: Fundação Hassis, MASC – Museu de Arte de Santa Catarina, Fundação Cultural de Cultura – SC, Museu do Contestado e Museu Histórico do Rio de Janeiro apresentamos uma das séries mais importantes do artista Hassis, que neste ano completaria 90 anos de idade.  A exposição é composta por registros feitos em desenhos que conta a história do conflito que durou quatro anos e marcou com sangue a história do sul do País. Apresenta uma seleção de fatos ilustrados em 78 gravuras feitas a nanquim em bico de pena. Para essa exposição apresentamos uma de suas principais obras, o painel, “O Contestado – Terra Contestada”, finalizado em 1985, dividido em sete módulos com 2,75m (alt) x 1,80m (larg) com 36 metros quadrados de pintura em acrílico. Conta em fases a história da guerra, os conflitos, a fé religiosa, os mercenários, as grandes empresas, o trem de ferro, que é o mais importante registro pictórico sobre o fato que devastou o vale e matou cerca de 20 mil.  pessoas que neste ano de 2016, marca o final da guerra que foi marcada pela prisão de Aderbal, um dos últimos caboclos que comandaram o povo nos confrontos. Dava-se o fim aos confrontos que duraram quatro anos. São 100 anos, que não apagaram as suas marcas. Tornar visível, para não deixar apagar a importância de um povo forte, que não deixou-se dominar.

Compõe a exposição, um documentário produzido pela Fundação Cultural de Santa Catarina. Outro vídeo mostra o artista, sua relação e sua produção em torno do tema.

painel em ordem

Hassis concebeu Contestado – Terra Contestada como uma síntese de sua interpretação autoral da Guerra do Contestado. Encontrou inspiração nas lembranças narradas por seu avô, combatente da guerra, e pelo seu pai também militar. Tal como o artista documentou, as sete seções do grande painel de 2,75m por 12,60m estruturam uma composição em quatro partes: A primeira, a chegada do monge João Maria com a bandeira do Divino e sua pregação religiosa junto à irmandade cabocla; A segunda, a chegada do trem que pela ação de mercenários promoveu a expulsão dos caboclos de suas terras, a matança de grupos indígenas e o desmatamento; a terceira, o culto popular de José Maria como o novo messias, tendo frei Rogério como mediador, e a caracterização de “Os Pelados” como seus seguidores; a quarta parte representa o combate da Batalha de Irani, em que morreu o monge José Maria e o militar coronel João Gualberto, seguida dos massacres de Taquaruçu, Caraguatá e outros redutos. O contraste das cores, a ausência de cenários e as figuras simplificadas descontextualizam os fatos e afirmam uma leitura da história abrangente conduzida pela construção artística que sublinha a violência e a injustiça como marca da história e da construção das sociedades.

Os conflitos travimagem desenhoados na região do Contestado entre 1912 e 1916, são frequentemente
compreendidos como disputa de fronteiras entre os estados de Santa Catarina e Paraná. Todo o processo, no entanto, esteve relacionado com a questão do direito à terra que opôs pequenos proprietários e o grande capital envolvido com a implantação de ferrovias e exploração de madeiras com apoio do poder federal diante de interesses locais e regionais. Os acontecimentos ocorreram, de fato, num ambiente de religiosidade popular e cuja militarização nacionalizou a repercussão dos acontecimentos. Se a memória dominante confirma a vitória da unidade nacional e da razão sobre o misticismo, a memória popular e subterrânea guarda a lembrança da opressão violenta. Entre lembranças e esquecimentos é que se instala a arte de Hassis.

Na sua série de desenhos sobre a Guerra do Contestado, Hassis apresenta uma narrativa dos acontecimentos do conflito social, produzindo uma representação de linhas fortes, em que o preto e branco se transformam em luzes e sombras. Cada cena a cada desenho trata factualmente a história para ressaltar a ação de cada sujeito social e cada personagem, para ressaltar a violência de mortes e emboscadas traiçoeiras, assim como o sofrimento de mulheres famintas e filhos assustados nos braços, chorando a morte. Cada cena contém uma dramaticidade singular, repleta da dor da guerra e que contém uma verdade criada por uma pesquisa que tem como base uma visão artística da história.

 

Curadoria: Denilson Antonio

Local: MASC – Museu de Arte de Santa Catarina

abertura no dia: 07/12

Horário: 19:00

visitação: 08/12/2016  a 05/02/2017.

1 de novembro de 2016
Esculturas no Museu Hassis – Exposição Jean Rodrigues

A Fundação Hassis tem a honra de receber Jean Rodrigues, esculturor  radicado em Florianópolis, formado pela Universidade Estadual de Londrina. O Artista apresenta uma série de esculturas em mármore, onde ele expõe toda sua leveza em formas geométricas.

“Jean faz lembrar os valores que hoje caracterizam a arte, fazem pressentir os tempos que virão com as suas transformações. Nem por isso o artista deixará de criar plasticamente e sentirá que o termo ¨espiritual¨ que parece eliminado do conceito estético, agora se transformará em ¨símbolo¨ da grandeza da arte, cultura e humanismo.  ”

Silvio Pléticos

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Quando: 10/11/2016

Horário: 20:00 horas

Local: Museu Hassis – Luiz da Costa Freysleben – 87 – Itaguaçu – Florianópolis

Mais informações pelo email : educarte@fundacaohassis.org.br

ou pelo fone: 8501 2707

20 de setembro de 2016
Primavera no Museu

A Fundação Hassis convida

Uma iniciativa do IBRAM, a semana da primavera é uma proposta  cultural que acontece todo ano no início da estação homônima.cartaz_10_primaveramuseus_a3cm_final

Os museus desempenham um importante papel social. O foco tradicional na coleta, preservação e educação tem-se alargado, o que possibilita ressaltar suas potencialidades de interação com a comunidade. Sob essa perspectiva, os museus se tornam espaços de trocas e construções socioculturais, tanto com seus públicos quanto com seu entorno. Em seu relacionamento com os visitantes, as instituições museais realizam trocas simbólicas, culturais, de saberes e de experiências. Por meio desse processo dialógico, que também envolve ouvir e entender as necessidades de seus públicos, é possível proporcionar experiências de ressignificação do olhar sobre as questões humanas, capazes de fortalecer a atuação do indivíduo na sociedade e o senso de pertencimento cultural. Além das parcerias sociais, as trocas também podem estabelecer relações de dimensão econômica. Ao atuar como centro gravitacional de atração de público e da vida ao redor dos espaços de sua localização, os museus tendem a incorporar a prática de ampliação das ações no seu entorno, contribuindo para a dinamização da cadeia produtiva da cultura de modo sustentável. Os museus possuem um significativo potencial de contribuição para o desenvolvimento sustentável. Suas múltiplas atividades geram trabalho, emprego, renda, estimulam o turismo e incentivam as atividades econômicas do local onde está instalado. Em muitas situações, eles têm integrado projetos de requalificação e revitalização urbana, bem como de fortalecimento comunitário. Os museus são instituições ativas na circulação de riquezas, sejam elas saberes, bens ou serviços. Suas relações econômicas não existem isoladamente, mas coexistem com outras formas de trocas, uma vez que faz parte da condição humana interagir e compartilhar com o outro. Assim, o tema da 10ª edição da Primavera dos Museus faz um convite à reflexão do papel dos museus nessa perspectiva, ou seja, como agentes fundamentais da economia da cultura.

Instituto Brasileiro de Museus

Neste sábado dia 24 a fundação ira oferecer visitas mediadas e oficina de desenho para crianças, adultos e iniciantes.

Oficina Denilson Antonio

A oficina consiste em propor uma experiência pratica sobre o desenho. Através das formas geométricas e da escrita, propor um processo de desenho, a oficina é direcionada a iniciantes e a crianças.

Oficina Kelly Kreis

Com o objetivo de desenvolver um desenho expressivo com carvão, o objetivo de unir o olho, o coração e a habilidade manual, para que cada aluno possa desenvolver seu traço particular. Serão trabalhados exercícios com música, de maneira lúdica, de maneira que o aluno possa unir sua subjetividade e o ato de desenhar, com as técnicas tradicionais.

Quando: 24/09/2016

Horário: 9:30-12:00

Museu Hassis – Luiz da Costa Freyslebem – 87, Itaguaçu

16 de setembro de 2016
Coletivo Semente apresenta resultado de suas oficinas

INANTECIPÁVEIS.

Integrado por um grupo de artistas e professores que utilizam a arte como meio para estabelecer relações de troca e experiências de criação, o Coletivo Semente realizou oficinas contemplando diversas linguagens artísticas. A exposição que aqui segue consiste no fruto deste trabalho, ocorrido junto a Casa de Apoio Liberdade, no Rio Tavares, em Florianópolis, durante os meses de abril a agosto de 2016.

convite-semente

Os habitantes desta comunidade são homens entre 18 e 60 anos, vindos das mais diversas procedências, internados pelos mais diferentes motivos e cotidianamente se deparando com um esforço de recuperação com vistas à retomada de sua vida pessoal e funcional. As razões que os conduziram a este local foram, em grande parte, inantecipáveis. Também o são os enredos que pertencem a estes rostos praticamente invisíveis, quando com eles nos deparamos em algum ponto da cidade. Igualmente o são as escolhas e desejos mais profundos com os quais cada um terá que se confrontar e resolver ao longo da vida…24a

Ainda que não estejamos livres de que, a qualquer momento, fatos imprevisíveis e inantecipáveis possam cruzar nossos caminhos, causando uma alteração no curso dos acontecimentos e resultando em algo que não era esperado, não se deve confundir estes dois tipos de evento. Enquanto a palavra imprevisível se refere a uma mudança que ocorre, por exemplo, nas condições do tempo ou de certas escolhas, em casos de perdas de seres ou ganho de coisas que não se anunciam antecipadamente, há algo mais profundo e radical que, negando tanto o prognóstico como o pressentimento, se precipita para causar uma mudança inimaginada.

Podemos situar a distancia entre estas duas palavras na mesma proporção que existe entre o provável e o possível. Assim, a palavra provável se refere aquilo que é viável, razoável, verossímil, realizável, praticável, aceitável. Por exemplo: depois da noite vem o dia; após o verão as temperaturas ficam mais baixas e muitas árvores perdem as folhas. Já a palavra possível se refere ao concebível, justificável, imaginável, apresentando uma conotação mais potencial, virtual e latente. Por exemplo: existem flores no paraíso, os anjos cuidam dos mortais, a arte pode fazer um coelho azul.

Enquanto o imprevisível se relaciona ao provável, o inantecipável pertence à ordem do possível. Tal afirmativa se exemplifica quando ex- moradores de rua executam delicadas aquarelas, jovens de baixa escolaridade se interessam verdadeiramente por história da arte e por fotografia, quem nunca foi ao museu nem ao teatro escreve uma peça ou um poema, quem teve a morte como vizinha descobre os prazeres de um caderno de desenho e o sonho de lidar com a escrita literária. Trata-se de possibilidades, cuja resposta não advém da ordem cronológica ou da lógica causal, mas foram engendradas em improvável circunstância e inesperado momento, em que tudo pode acontecer, inclusive o impossível.