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31 de março de 2017
Hassis no Museu do Contestado – Caçador – SC.

Em uma parceria entre: Fundação Hassis, Museu do Contestado, MASC – Museu de Arte de Santa Catarina, Fundação Cultural de Cultura – SC e Museu Histórico do Rio de Janeiro apresentamos uma das séries mais importantes do artista Hassis.

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Apos ser exposto, no Rio de janeiro e Florianópolis o painel retorna ao Museu do Contestado. Faz parde da exposição, registros  feitos em desenhos que conta a história do conflito que durou quatro anos e marcou com sangue a história do sul do País. Uma seleção de fatos ilustrados em 78 gravuras feitas a nanquim em bico de pena.

O painel, “O Contestado – Terra Contestada”, finalizado em 1985, dividido em sete módulos com 2,75m (alt) x 1,80m (larg) com 36 metros quadrados de pintura em acrílico. Conta em fases a história da guerra, os conflitos, a fé religiosa, os mercenários, as grandes empresas, o trem de ferro, que é o mais importante registro pictórico sobre o fato que devastou o vale e matou cerca de 20 mil.  pessoas que neste ano de 2016, marca o final da guerra que foi marcada pela prisão de Aderbal, um dos últimos caboclos que comandaram o povo nos confrontos. Dava-se o fim aos confrontos que duraram quatro anos. São 100 anos, que não apagaram as suas marcas. Tornar visível, para não deixar apagar a importância de um povo forte, que não deixou-se dominar. Compõe a exposição, um documentário produzido pela Fundação Cultural de Santa Catarina. Outro vídeo mostra o artista, sua relação e sua produção em torno do tema.

Hassis concebeu Contestado – Terra Contestada como uma síntese de sua interpretação autoral da Guerra do Contestado. Encontrou inspiração nas lembranças narradas por seu avô, combatente da guerra, e pelo seu pai também militar. Tal como o artista documentou,as sete seções do grande painel de 2,75m por 12,60m estruturam uma composição em quatro partes: A primeira, a chegada do monge João Maria com a bandeira do Divino e sua pregação religiosa junto à irmandade cabocla; A segunda, a chegada do trem que pela ação de mercenários promoveu a expulsão dos caboclos de suas terras, a matança de grupos indígenas e o desmatamento; a terceira, o culto popular de José Maria como o novo messias, tendo frei Rogério como mediador, e a caracterização de “Os Pelados” como seus seguidores; a quarta parte representa o combate da Batalha de Irani, em que morreu o monge José Maria e o militar coronel João Gualberto, seguida dos massacres de Taquaruçu, Caraguatá e outros redutos. O contraste das cores, a ausência de cenários e as figuras simplificadas descontextualizam osfatos e afirmam uma leitura da história abrangente conduzida pela construção artística que sublinha a violência e a injustiça comomarca da história e da construção das sociedades.painel em ordem

Os conflitos travados na região do Contestado entre 1912 e 1916, são frequentemente
compreendidos como disputa de fronteiras entre os estados de Santa Catarina e Paraná. Todo o processo, no entanto, esteve relacionado com a questão do direito à terra que opôs pequenos proprietários e o grande capital envolvido com a implantação de ferrovias e exploração de madeiras com apoio do poder federal diante de interesses locais e regionais. Os acontecimentos ocorreram, de fato, num ambiente de religiosidade popular e cuja militarização nacionalizou a repercussão dos acontecimentos. Se a memória dominante confirma a vitória da unidade nacional e da razão sobre o misticismo, a memória popular e subterrânea guarda a lembrança da opressão violenta. Entre lembranças e esquecimentos é que se instala a arte de Hassis.

imagem desenhoNa sua série de desenhos sobre a Guerra do Contestado, Hassis apresenta uma narrativa dos acontecimentos do conflito social, produzindo uma representação de linhas fortes, em que o preto e branco se transformam em luzes e sombras. Cada cena a cada desenho trata factualmente a história para ressaltar a ação de cada sujeito social e cada personagem, para ressaltar a violência de mortes e emboscadas traiçoeiras, assim como o sofrimento de mulheres famintas e filhos assustados nos braços, chorando a morte. Cada cena contém uma dramaticidade singular, repleta da dor da guerra e que contém uma verdade criada por uma pesquisa que tem como base uma visão artística da história.

Curadoria: Denilson Antonio

Local:Museu do Contestado

Rua: Getúlio Vargas, 100 – Caçador – SC

abertura no dia: 11/04 com palestra do curador

Duração: 12/04 a 14/05/2017

Horário: 19:00

Informações: educarte@fundacaohassis.org.br

28 de março de 2017
lançamento do livro: Ilha de Santa Catarina 360°

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Dia 01 de abril, às 20 horas, na Fundação Hassis, lançamento do livro Ilha de Santa Catarina 360°. Uma coletânea de imagens da Ilha de Santa Catarina clicadas por Denise Becker em composição com o poema Monólogo de uma Ilha Urbana de autoria de Cristina Belmonte. Publicação incentivada pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

Local: Museu Hassis

DATA: 01/04/2017

hora: 20:00

Iformações: educarte@fundacaohassis.org.br

ou pelo fone:(48) 98501 2707

20 de dezembro de 2016
INFORMATIVO DE FINAL DE ANO

A Fundação Hassis informa que a partir do dia 21/12/2016, estará entrando em recesso de final de ano, estaremos atendendo em Janeiro somente através de agendamento prévio.

Agendamento pelo email: educarte@fundacaohassis.org.br

e pelo fone: 48 985 012 707

Não deixe de conferir a exposição “Guerra do Contestado – Arte e História por Hassis, no Masc – Museu de Arte de Santa Catarina. Ficará em cartaz até o dia 05/02/2017, mais informações:

http://www.fundacaohassis.org.br/wordpress/2016/12/06/hassis-e-homenageado-no-masc-abertura-nesta-quarta-dia-07122016/

E com grande carinho, que a equipe da Fundação Hassis deseja a todos um ótimo final de ano.

Cartaz de Natal realizado por Hassis em 1977. Causou muita polêmica e, inclusive, Hassis foi chamado para prestar depoimento na censura por causa desse cartaz. É realmente desafiante.

15 de dezembro de 2016
V Mostra de Arte Contemporânea Lote 7

Fazem parte da mostra os Artistas: Cassia aresta, Katia Speck, Pati Pecin, Paula Schlindwein,Taliane Tomita, Sebastião Gaudêncio, Zulma Borges.
O nome Lote 7 surgiu de uma abstração, um momento em que precisava nominar um projeto que levou um tempo para se concretizar. Entre outros, lote pode ser uma das partes de um todo, alem é claro de um grupo, mas cada um com sua singularidade. O sete vem da numerologia, são inúmeros os significados do para ele, “é um número sagrado, perfeito e poderoso”, afirmou Pitágoras, matemático e pai da numerologia, sendo juntamente com todos os números ímpares considerados mágicos.
A mostra tem a intenção de ser anual, abrindo assim um espaço para discussão sobre arte contemporânea. O sul possui uma produção intensa e tornar pública a produção dos artistas que residem em nossa região, é um dos objetivos. A quinta mostra de arte Contemporânea Lote 7, tem a intenção de mostrar o que esta sendo produzido na atualidade, por isso o tema sempre é amplo, onde cada artista possa estar livre a mostrar o que ele pesquisa.
Denílson Antonio, coordenador do setor de educação Museal da Fundação Hassis, firma a ideia de uma mostra anual chegando a sua quinta edição, sempre convidando artistas que em sua pesquisa em artes, produzem voltados ao contexto contemporâneo.

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Local: Museu Hassis

Visitação, de 01/02/2017 a 24/02/2017

Agende sua visita: educarte@fundacaohassis.org.br

ou pelo fone: 8501 2707

6 de dezembro de 2016
Prorrogada a exposição ” Guerra do Contestado, Arte e Historia por Hassis” no MASC

A exposição ganhou mais tempo no Masc, confira as obras desse grande artista até dia 26 de fevereiro.

Em uma parceria entre: Fundação Hassis, MASC – Museu de Arte de Santa Catarina, Fundação Cultural de Cultura – SC, Museu do Contestado e Museu Histórico do Rio de Janeiro apresentamos uma das séries mais importantes do artista Hassis, que neste ano completaria 90 anos de idade.  A exposição é composta por registros feitos em desenhos que conta a história do conflito que durou quatro anos e marcou com sangue a história do sul do País. Apresenta uma seleção de fatos ilustrados em 78 gravuras feitas a nanquim em bico de pena. Para essa exposição apresentamos uma de suas principais obras, o painel, “O Contestado – Terra Contestada”, finalizado em 1985, dividido em sete módulos com 2,75m (alt) x 1,80m (larg) com 36 metros quadrados de pintura em acrílico. Conta em fases a história da guerra, os conflitos, a fé religiosa, os mercenários, as grandes empresas, o trem de ferro, que é o mais importante registro pictórico sobre o fato que devastou o vale e matou cerca de 20 mil.  pessoas que neste ano de 2016, marca o final da guerra que foi marcada pela prisão de Aderbal, um dos últimos caboclos que comandaram o povo nos confrontos. Dava-se o fim aos confrontos que duraram quatro anos. São 100 anos, que não apagaram as suas marcas. Tornar visível, para não deixar apagar a importância de um povo forte, que não deixou-se dominar.

Compõe a exposição, um documentário produzido pela Fundação Cultural de Santa Catarina. Outro vídeo mostra o artista, sua relação e sua produção em torno do tema.

painel em ordem

Hassis concebeu Contestado – Terra Contestada como uma síntese de sua interpretação autoral da Guerra do Contestado. Encontrou inspiração nas lembranças narradas por seu avô, combatente da guerra, e pelo seu pai também militar. Tal como o artista documentou, as sete seções do grande painel de 2,75m por 12,60m estruturam uma composição em quatro partes: A primeira, a chegada do monge João Maria com a bandeira do Divino e sua pregação religiosa junto à irmandade cabocla; A segunda, a chegada do trem que pela ação de mercenários promoveu a expulsão dos caboclos de suas terras, a matança de grupos indígenas e o desmatamento; a terceira, o culto popular de José Maria como o novo messias, tendo frei Rogério como mediador, e a caracterização de “Os Pelados” como seus seguidores; a quarta parte representa o combate da Batalha de Irani, em que morreu o monge José Maria e o militar coronel João Gualberto, seguida dos massacres de Taquaruçu, Caraguatá e outros redutos. O contraste das cores, a ausência de cenários e as figuras simplificadas descontextualizam os fatos e afirmam uma leitura da história abrangente conduzida pela construção artística que sublinha a violência e a injustiça como marca da história e da construção das sociedades.

Os conflitos travimagem desenhoados na região do Contestado entre 1912 e 1916, são frequentemente
compreendidos como disputa de fronteiras entre os estados de Santa Catarina e Paraná. Todo o processo, no entanto, esteve relacionado com a questão do direito à terra que opôs pequenos proprietários e o grande capital envolvido com a implantação de ferrovias e exploração de madeiras com apoio do poder federal diante de interesses locais e regionais. Os acontecimentos ocorreram, de fato, num ambiente de religiosidade popular e cuja militarização nacionalizou a repercussão dos acontecimentos. Se a memória dominante confirma a vitória da unidade nacional e da razão sobre o misticismo, a memória popular e subterrânea guarda a lembrança da opressão violenta. Entre lembranças e esquecimentos é que se instala a arte de Hassis.

Na sua série de desenhos sobre a Guerra do Contestado, Hassis apresenta uma narrativa dos acontecimentos do conflito social, produzindo uma representação de linhas fortes, em que o preto e branco se transformam em luzes e sombras. Cada cena a cada desenho trata factualmente a história para ressaltar a ação de cada sujeito social e cada personagem, para ressaltar a violência de mortes e emboscadas traiçoeiras, assim como o sofrimento de mulheres famintas e filhos assustados nos braços, chorando a morte. Cada cena contém uma dramaticidade singular, repleta da dor da guerra e que contém uma verdade criada por uma pesquisa que tem como base uma visão artística da história.

 

Curadoria: Denilson Antonio

Local: MASC – Museu de Arte de Santa Catarina

abertura no dia: 07/12

Horário: 19:00

visitação: 08/12/2016  a 05/02/2017.

1 de novembro de 2016
Esculturas no Museu Hassis – Exposição Jean Rodrigues

A Fundação Hassis tem a honra de receber Jean Rodrigues, esculturor  radicado em Florianópolis, formado pela Universidade Estadual de Londrina. O Artista apresenta uma série de esculturas em mármore, onde ele expõe toda sua leveza em formas geométricas.

“Jean faz lembrar os valores que hoje caracterizam a arte, fazem pressentir os tempos que virão com as suas transformações. Nem por isso o artista deixará de criar plasticamente e sentirá que o termo ¨espiritual¨ que parece eliminado do conceito estético, agora se transformará em ¨símbolo¨ da grandeza da arte, cultura e humanismo.  ”

Silvio Pléticos

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Quando: 10/11/2016

Horário: 20:00 horas

Local: Museu Hassis – Luiz da Costa Freysleben – 87 – Itaguaçu – Florianópolis

Mais informações pelo email : educarte@fundacaohassis.org.br

ou pelo fone: 8501 2707

20 de setembro de 2016
Primavera no Museu

A Fundação Hassis convida

Uma iniciativa do IBRAM, a semana da primavera é uma proposta  cultural que acontece todo ano no início da estação homônima.cartaz_10_primaveramuseus_a3cm_final

Os museus desempenham um importante papel social. O foco tradicional na coleta, preservação e educação tem-se alargado, o que possibilita ressaltar suas potencialidades de interação com a comunidade. Sob essa perspectiva, os museus se tornam espaços de trocas e construções socioculturais, tanto com seus públicos quanto com seu entorno. Em seu relacionamento com os visitantes, as instituições museais realizam trocas simbólicas, culturais, de saberes e de experiências. Por meio desse processo dialógico, que também envolve ouvir e entender as necessidades de seus públicos, é possível proporcionar experiências de ressignificação do olhar sobre as questões humanas, capazes de fortalecer a atuação do indivíduo na sociedade e o senso de pertencimento cultural. Além das parcerias sociais, as trocas também podem estabelecer relações de dimensão econômica. Ao atuar como centro gravitacional de atração de público e da vida ao redor dos espaços de sua localização, os museus tendem a incorporar a prática de ampliação das ações no seu entorno, contribuindo para a dinamização da cadeia produtiva da cultura de modo sustentável. Os museus possuem um significativo potencial de contribuição para o desenvolvimento sustentável. Suas múltiplas atividades geram trabalho, emprego, renda, estimulam o turismo e incentivam as atividades econômicas do local onde está instalado. Em muitas situações, eles têm integrado projetos de requalificação e revitalização urbana, bem como de fortalecimento comunitário. Os museus são instituições ativas na circulação de riquezas, sejam elas saberes, bens ou serviços. Suas relações econômicas não existem isoladamente, mas coexistem com outras formas de trocas, uma vez que faz parte da condição humana interagir e compartilhar com o outro. Assim, o tema da 10ª edição da Primavera dos Museus faz um convite à reflexão do papel dos museus nessa perspectiva, ou seja, como agentes fundamentais da economia da cultura.

Instituto Brasileiro de Museus

Neste sábado dia 24 a fundação ira oferecer visitas mediadas e oficina de desenho para crianças, adultos e iniciantes.

Oficina Denilson Antonio

A oficina consiste em propor uma experiência pratica sobre o desenho. Através das formas geométricas e da escrita, propor um processo de desenho, a oficina é direcionada a iniciantes e a crianças.

Oficina Kelly Kreis

Com o objetivo de desenvolver um desenho expressivo com carvão, o objetivo de unir o olho, o coração e a habilidade manual, para que cada aluno possa desenvolver seu traço particular. Serão trabalhados exercícios com música, de maneira lúdica, de maneira que o aluno possa unir sua subjetividade e o ato de desenhar, com as técnicas tradicionais.

Quando: 24/09/2016

Horário: 9:30-12:00

Museu Hassis – Luiz da Costa Freyslebem – 87, Itaguaçu

16 de setembro de 2016
Coletivo Semente apresenta resultado de suas oficinas

INANTECIPÁVEIS.

Integrado por um grupo de artistas e professores que utilizam a arte como meio para estabelecer relações de troca e experiências de criação, o Coletivo Semente realizou oficinas contemplando diversas linguagens artísticas. A exposição que aqui segue consiste no fruto deste trabalho, ocorrido junto a Casa de Apoio Liberdade, no Rio Tavares, em Florianópolis, durante os meses de abril a agosto de 2016.

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Os habitantes desta comunidade são homens entre 18 e 60 anos, vindos das mais diversas procedências, internados pelos mais diferentes motivos e cotidianamente se deparando com um esforço de recuperação com vistas à retomada de sua vida pessoal e funcional. As razões que os conduziram a este local foram, em grande parte, inantecipáveis. Também o são os enredos que pertencem a estes rostos praticamente invisíveis, quando com eles nos deparamos em algum ponto da cidade. Igualmente o são as escolhas e desejos mais profundos com os quais cada um terá que se confrontar e resolver ao longo da vida…24a

Ainda que não estejamos livres de que, a qualquer momento, fatos imprevisíveis e inantecipáveis possam cruzar nossos caminhos, causando uma alteração no curso dos acontecimentos e resultando em algo que não era esperado, não se deve confundir estes dois tipos de evento. Enquanto a palavra imprevisível se refere a uma mudança que ocorre, por exemplo, nas condições do tempo ou de certas escolhas, em casos de perdas de seres ou ganho de coisas que não se anunciam antecipadamente, há algo mais profundo e radical que, negando tanto o prognóstico como o pressentimento, se precipita para causar uma mudança inimaginada.

Podemos situar a distancia entre estas duas palavras na mesma proporção que existe entre o provável e o possível. Assim, a palavra provável se refere aquilo que é viável, razoável, verossímil, realizável, praticável, aceitável. Por exemplo: depois da noite vem o dia; após o verão as temperaturas ficam mais baixas e muitas árvores perdem as folhas. Já a palavra possível se refere ao concebível, justificável, imaginável, apresentando uma conotação mais potencial, virtual e latente. Por exemplo: existem flores no paraíso, os anjos cuidam dos mortais, a arte pode fazer um coelho azul.

Enquanto o imprevisível se relaciona ao provável, o inantecipável pertence à ordem do possível. Tal afirmativa se exemplifica quando ex- moradores de rua executam delicadas aquarelas, jovens de baixa escolaridade se interessam verdadeiramente por história da arte e por fotografia, quem nunca foi ao museu nem ao teatro escreve uma peça ou um poema, quem teve a morte como vizinha descobre os prazeres de um caderno de desenho e o sonho de lidar com a escrita literária. Trata-se de possibilidades, cuja resposta não advém da ordem cronológica ou da lógica causal, mas foram engendradas em improvável circunstância e inesperado momento, em que tudo pode acontecer, inclusive o impossível.

26 de julho de 2016
HASSIS NO MUSEU HISTORÍCO NACIONAL


3Em uma parceria entre Museu Histórico do Rio de Janeiro, Fundação Hassis e Museu do Contestado, apresentamos uma das séries mais importantes do artista Hassis, que neste ano completaria 90 anos de idade. Com a curadoria de Denilson Antonio, a exposição é composta por registros feitos em desenhos que conta a história do conflito que durou quatro anos e marcou com sangue a história do sul do País. Uma seleção de fatos ilustrados em 78 gravuras feitas a nanquim em bico de pena. Para essa exposição levamos uma de suas principais obras, o painel, “O Contestado – Terra Contestada”, finalizado em 1985, dividido em sete módulos com 2,75m (alt) x 1,80m (larg) com 36 metros quadrados de pintura em acrílico. Conta em fases a história da guerra, os conflitos, a fé religiosa, os mercenários, as grandes empresas, o trem de ferro, que é o mais importante registro pictórico sobre o fato que devastou o vale e matou cerca de 20 mil pessoas. Este ano de 2016, marca o final da guerra. Com a prisão de Aderbal, um dos últimos caboclos que comandaram o povo nos confrontos dava-se fim aos confrontos que duraram quatro anos. São 100 anos, que não apagaram as suas marcas. Tornar visível, para não deixar apagar a importância de um povo forte, que não deixou-se dominar. Compõe a exposição, um documentário produzido pela Fundação Cultural de Santa Catarina. Outro vídeo mostra o artista, sua relação e sua produção em torno do tema.

painel em ordem

Objetivos
Expandir o alcance da obra de Hassis, levar sua produção para a cidade do Rio de Janeiro, écolocar aos olhos, uma obra singular, além de contar a história da Guerra do Contestado, contar a história de um Estado. A “guerra dos pelados” como também ficou conhecida, foi uma ação direta do governo sobre os posseiros que habitavam a região há muitos anos, esquecidos, sem educação, saúde, ainda tirados de sua terra sem direito algum. A ação dos latifundiários que queriam explorar a região e a madeira que era rica e abundante.
Esse ano se torna importante por mais de um motivo; para o artista que completaria noventa anos em 2016, os 15 anos da Fundação que leva seu nome e o centenário do final da Guerra do Contestado.
Poder comemorar e memorar esses fatos, em plena Olimpíadas é uma honra, e de singular importância para a visibilidade da arte brasileira. É indiscutível a qualidade dessa série, já reconhecidas por diversas autoridades na área. Como dar valor ao trabalho de um artista sem mostrá-lo ao publico, sem torná-lo passível da critica e das relações possíveis. É dar a devida importância à dedicação, á pesquisa e à produção desse artista que produziu isolado em uma
ilha, mas atento a tudo que acontecia no mundo.

Local: Museu Histórico Nacional
Endereço: Praça Mal. Âncora, s/n – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20021-200
Centro Histórico da cidade do Rio de Janeiro/RJ

Agenda:
A abertura será no dia 02 de agosto de 2016 as 12:30h.

No mesmo dia as 10:00h, duas palestras serão realizadas: Denilson Antonio, coordenador do setor educativo e curador do Museu Hassis, fala sobre a vida e obra de Hiedy de Assis ou “Simplesmente Hassis”. Como convidado, Rogerio Rosa, Doutor em História Social pela UFRJ.
Rua Luiz da Costa Freysleben, 87 – Itaguaçu – Florianópolis/SC – Brasil – CEP: 88085-500
marketing@fundacaohassis.org.br / www.fundacaohassis.org.br
Professor Adjunto de Teoria e Metodologia da História da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) vinculado ao Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) e ao Mestrado Profissional em Ensino de História. Atualmente atua como editor da revista Tempo e Argumento, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em História da UDESC/SC. Sua Palestra: “Traços da violência ou antídoto contra a melancolia. Hassis e a Guerra do Contestado”, tem como proposta analisar as representações da guerra do Contestado efetuada por Hassis em série de desenhos de um dos principais movimentos sociais ocorrido no Brasil durante a
Primeira República. O argumento é que esses desenhos destoam de um conjunto de produções literárias, artísticas e historiográficas que representam o Contestado de forma melancólica. Pretende apresentar algumas imagens e representações do Contestado que permeiam o imaginário social, visto que circulam em livros didáticos, em discursos oficiais e na internet. Propõe articulá-las com um projeto político que incorpora o Contestado como elemento da identidade catarinense. Mas que identidade é essa? Qual o lugar ocupado pelos
sujeitos, tanto os do passado quanto os remanescentes da tragédia do Contestado, nessa trama discursivo-política? Qual o lugar e o papel dos desenhos que Hassis fez sobre o Contestado nesse jogo de representações?imagem desenho
“Com a exposição Guerra do Contestado, por Hassis, o Museu Histórico Nacional chama atenção para um dos conflitos sociais mais violentos da história do Brasil. A exposição celebra ainda a obra de Hassis, um dos mais interessantes artistas brasileiros do século XX, reunindo pela primeira vez sua série de 78 desenhos e o seu grande painel sobre a Guerra do Contestado. Esta criação constitui um dos maiores projetos de pintura histórica do Brasil, comparável aos famosos murais de Portinari e às grandes telas do século XIX. Os conflitos travados na região do Contestado entre 1912 e 1916 são frequentemente compreendidos como disputa de fronteiras entre os estados de Santa Catarina e Paraná e que ocorreram num ambiente de religiosidade popular e cuja militarização nacionalizou o desenrolar e a repercussão dos acontecimentos. Todo o processo, no entanto, esteve relacionado com a questão do direito à terra que opôs pequenos proprietários e o grande capital envolvido com a implantação de ferrovias e exploração de madeiras, traduzindo a afirmação do poder federal diante de interesses locais e regionais. Se a memória dominante confirma a vitória da unidade nacional e da razão sobre o misticismo, a memória popular e subterrânea guarda a lembrança da opressão violenta. Entre lembranças e esquecimentos é que se instala a pintura histórica de Hassis.
As representações artísticas do passado colocam diante do olhar imagens que encarnam interpretações da história. No século XX, a arte moderna sem a pretensão de documentar ou naturalizar os fatos históricos, favoreceu o registro autoral e subjetivo na abordagem da história. Tal como Picasso diante dos horrores da Segunda Guerra Mundial, Hassis sustenta sua criação a partir da denúncia da guerra e da opressão. Por meio da obra do artista catarinense, o Museu Histórico Nacional procura destacar a força e a renovação da pintura histórica como gênero artístico no Brasil e que multiplica as leituras sobre a sociedade nacional.
Cabe registrar agradecimentos especiais à Fundação Hassis que desde o primeiro momento recebeu com entusiasmo a parceria em torno deste projeto. A gratidão se estende ainda ao Museu do Contestado e à Secretaria de Estado de Cultura do Governo do Estado de Santa Catarina que juntamente com a Associação de Amigos do Museu Histórico Nacional apoiaram de modo decisivo a realização desta iniciativa.”
Paulo Knauss
Diretor Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro.
Museu Histórico Nacional

informativo

13 de julho de 2016
EM EXPOSIÇÃO NO MUSEU HASSIS

Exposição Embruxados, de Susano Correia, aborda reflexões filosóficas e existenciais.

Susano Correia nasceu em Florianópolis e formou-se em Artes Visuais pela UDESC. Trabalha principalmente com desenho e pintura. Se interessa especialmente pelas pessoas e pela condição humana. Sua pesquisa em arte é um processo contínuo que abrange toda sua vida. Transforma em trabalhos artísticos suas experiências e seus estudos e acredita que a interação com o público é muito importante, tendo em vista que ele é parte fundamental da significação dos trabalhos. “Sem público não há arte”, comenta.

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A exposição Embruxados, de Susano Correia, abre para o público no dia 21 de julho, na Fundação Cultural Hassis, em Florianópolis, abordando reflexões filosóficas e existenciais através de desenhos e pinturas que trabalham com o conceito de embruxamento.

O embruxamento pode ser encontrado em diferentes esferas, sobre infinitos formatos. É um conceito subjetivo e, portanto, adaptável, sugerindo a todas as suas aplicações um descompromisso com a “verdade”, a fim de buscar sua relação com o “talvez”. Para Susano Correia “podemos contornar um embate, tendo em mente que o importante não é precisamente deter a verdade, que é ignorada enquanto conceito subjetivo nas discussões, mas permitir livre curso à vida em toda sua potência”.

homem espiando o mundo de dentro do seu próprio coração

A exposição Embruxados, de Susano Correia, propõe uma reflexão sobre o tempo e o espaço no qual nos situamos, ou seja, a sociedade contemporânea e suas situações de embruxamento.  O artista parte de um diálogo com as obras de Franklin Cascaes, trazendo o significado de embruxado para as situações atuais as quais vivenciamos.

A palavra embruxamento trata, desse modo, do ato de embruxar ou de estar embruxado. Em um primeiro olhar remete a figura bruxólica, mas, nessa situação procura ir além dessa categorização, pensando, principalmente o embruxamento como algo comum a todos, que passa pelo psicológico, está presente na sociedade e é difícil de escapar.

Fanatismos, radicalismo, preconceitos e vícios, por exemplo, são situações de embruxamento. O artista, transforma essas situações em imagens, objetivando tocar na subjetividade de quem observa, causando provocações e reflexões.

Estamos assombrados pelos nossos próprios fantasmas,  demônios e bruxas. A pequena parte da nossa mente que podemos acessar é um feixe de luz numa imensidão escura, que se move aleatoriamente. E as criaturas que habitam onde não podemos ver ainda dizem respeito a nós. Compõe uma parte misteriosa e ativa de nossa psique que se manifestam nas lacunas de nossa razão e influencia no trajeto de nosso pensamento.

Facebook: facebook.com/susanocorreia

Blog: notasvisuais.com

Instagran: @notasvisuais

Data de Abertura: 21 de Julho de 2016

Horário: 19h30min

Visitação: 22 de Julho a 10 de Setembro de 2016

Agendamento e mais informações pelo fone (48) 85012707 ou pelo email: educarte@fundacaohassis.org.br